12 de julho de 2013

Juvenal explica escolha por Autuori .



Desde antes da demissão de Ney Franco ser oficializada, a torcida do São Paulo já sabia quem queria para o cargo. Muricy Ramalho, demitido do Santos em maio, teve seu nome cantado nas arquibancadas do Morumbi nas últimas partidas, mas não voltou ao clube. A diretoria optou por Paulo Autuori, que no comando tricolor conquistou a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes em 2005.
Durante a apresentação do treinador no CT da Barra Funda, Juvenal explicou porque não aceitou o apelo da torcida. "A pergunta era inevitável. À medida a que a torcida cantou o nome  do Muricy, cria um palco favorável. O São Paulo tem gestor. Tem pessoas que gostam, tem que não gostam. E o gestor disse que é o Paulo Autuori", resumiu.
"Eu perguntaria a esses cidadãos, não ao Autuori por que? Temos um grande respeito à torcida. Não sei se minha frase sairá, mas tenho um grande respeito pela torcida", completou Juvenal, que resumiu a situação em tom alto e enérgico: "torcida, é paixão! Administração é razão!".
Juvenal termina seu terceiro mandato consecutivo no próximo ano, quando haverá eleições. Questionado sobre se teme não conseguir eleger um sucessor de seu grupo, o mandatário ironizou a oposição do clube. "Não me levarão a esse processo de sucessão que interessa aos senhores e a mim. Quando me pergunta se estou com medo, digo que falaram muito do (Edson) Lapolla (candidato da oposição na última eleição). Hoje não vejo falar mais, por que será? Recebeu os sete votos e os outros foram meus!. Vai ser um pouquinho diferente dessa vez", reconheceu.
A seguir, o presidente do São Paulo adotou uma estratégia inusitada para se defender das críticas. Juvenal passou a lista os técnicos contratados pelo rival Corinthians a partir de 2003, citando inclusive o tempo que cada um ficou no clube alvinegro. 
"O São Paulo foi muito criticado porque trocou muito de técnico, mas vamos à estatística. Me dê um segundo somente para ver o que está posto neste papel", disse o dirigente, observando uma folha com a relação de treinador corintianos. "Em 2003, o Geninho foi contratado pelo Corinthians e ficou nove meses. Veio o Júnior e ficou dez dias. Depois Juninho Fonseca, três meses", listou Juvenal, para seguir citando nomes até chegar ao pior momento da história do Corinthians: o rebaixamento em 2007.
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